A delegação brasileira de atletismo paralímpico demonstrou um desempenho notável no Grand Prix sediado em Rabat, Marrocos, acumulando um total de 44 medalhas nos dois primeiros dias de disputas, quinta e sexta-feira. Com esse resultado expressivo, o Brasil assegurou a liderança do quadro geral de pódios na competição.
Entre as conquistas, destacam-se 29 medalhas de ouro, complementadas por 10 de prata e cinco de bronze, solidificando a posição do país no topo da classificação.
Este evento marca a primeira participação do Brasil em torneios internacionais desde o histórico Mundial de Nova Déli, na Índia, realizado em 2025. Na ocasião, os atletas brasileiros alcançaram uma marca inédita de 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, garantindo pela primeira vez a liderança do quadro de medalhas mundiais.
Entre os nomes que brilharam na sexta-feira, a atleta Wanna Brito, do Amapá, conquistou a medalha de ouro no arremesso de peso pela classe F32, destinada a competidores com lesões encefálicas. Ela registrou a impressionante marca de 7,64 metros. A paulista Giovanna Boscolo garantiu a medalha de prata na mesma prova, com um arremesso de 5,53 metros.
O Brasil também celebrou uma dobradinha na prova dos 200 metros da classe T12, para atletas com baixa visão. A capixaba Lorraine Aguiar subiu ao lugar mais alto do pódio com o tempo de 24 segundos e 78 centésimos, faturando o ouro. A prata ficou com a potiguar Clara Daniele, que completou a prova em 25 segundos e 35 centésimos.
Após a vitória, Lorraine Aguiar expressou seus sentimentos sobre a competição.
Estou um pouco cansada, mas estou feliz de estar neste Grand Prix aqui no Marrocos. Tenho que aprimorar algumas coisas que não saíram como esperado. Espero fazer ainda melhor amanhã [este sábado], na prova dos 400 metros.
As competições do Grand Prix de atletismo paralímpico em Rabat, Marrocos, serão encerradas neste sábado, dia 25.