Uma operação policial realizada na comunidade do Vidigal, zona sul do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (20), resultou em aproximadamente duzentas pessoas impedidas de deixar o alto do Morro Dois Irmãos, um conhecido ponto turístico carioca.
A intervenção foi iniciada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em parceria com o Ministério Público do Estado da Bahia.
Frequentado por habitantes locais e visitantes que buscam, por meio de trilhas, contemplar o nascer do Sol e a panorâmica paisagem da zona sul, o Morro Dois Irmãos teve seus acessos comprometidos. A ausência de condições seguras impediu a descida dos indivíduos que estavam no local.
O principal objetivo da operação era capturar membros do Comando Vermelho da Bahia que, conforme dados policiais, estavam refugiados no Vidigal. A reação dos criminosos provocou um intenso confronto armado, de acordo com relatos de moradores.
Durante os confrontos, membros da facção criminosa atearam fogo em lixeiras pertencentes à Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb). Os incidentes ocorreram na Avenida Niemeyer, uma via de acesso crucial para a comunidade e que conecta os bairros de São Conrado e Leblon.
A Avenida Niemeyer permaneceu interditada por aproximadamente trinta minutos. O fluxo de veículos foi restabelecido somente após a intervenção de um comboio da Polícia Militar, que garantiu a segurança da área.
Nas plataformas digitais, moradores do Vidigal expressaram seu temor e a sensação de insegurança, detalhando o tiroteio e a presença de helicópteros da Polícia Civil sobre a favela. Vídeos divulgados mostravam claramente o som dos disparos.
A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro detalhou que a operação contou com a participação de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em uma ação integrada com o Ministério Público do Estado da Bahia, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia e a Polícia Civil da Bahia.
A ação é resultado de um trabalho conjunto de inteligência e cooperação interestadual entre as forças de segurança.
A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro foi a responsável por divulgar esta informação.