A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) lançará a 24ª Semana de Vacinação nas Américas, com início no próximo sábado, dia 25 de abril, e término em 2 de maio. A campanha, que envolverá diversos países e territórios da região, tem como meta central acelerar a erradicação de mais de 30 enfermidades transmissíveis até 2030, incluindo 11 tipos que podem ser evitados por meio da imunização, sob o lema "Sua decisão faz a diferença. Imunização para todos".
Em uma declaração concedida nesta quinta-feira (23), Jarbas Barbosa, diretor da Opas e de nacionalidade brasileira, ressaltou o impacto histórico da iniciativa. Desde seu lançamento em 2002, a Semana de Vacinação nas Américas já administrou mais de 1,2 bilhão de doses em todo o continente.
Apesar dos números expressivos, Barbosa enfatizou que os progressos obtidos ainda não são suficientes. Ele pontuou que, apenas em 2024, mais de 1,4 milhão de crianças na região das Américas não receberam nenhuma dose de vacinas essenciais, como as que protegem contra difteria, tétano e coqueluche.
“Os avanços são encorajadores, mas insuficientes”
O diretor complementou a análise, contextualizando o impacto da falha na imunização.
“Não se trata apenas de números. São vidas, famílias e comunidades inteiras em risco”
Barbosa detalhou as prioridades imediatas da Opas para a região. A organização pretende oferecer suporte aos países na localização de crianças que possuem o calendário vacinal incompleto ou que nunca receberam qualquer imunização. Além disso, a Opas auxiliará na adaptação de metodologias para assegurar o acesso universal às vacinas.
Nos próximos dias da campanha, conforme informações do diretor, 21 nações americanas têm como objetivo aplicar um total de 90 milhões de doses de vacinas. Desse montante, mais de 80 milhões são especificamente para a imunização contra a influenza.
Adicionalmente, durante o mesmo período da Semana de Vacinação, a previsão é regularizar a situação vacinal de mais de 7,2 milhões de crianças. Essa ação abrangerá aquelas que têm esquemas vacinais incompletos ou que ainda não receberam nenhuma dose.