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STF mantém prisão do ex-presidente do BRB após maioria de votos

Três ministros do STF votam por manter prisão de Paulo Henrique Costa, investigado por suposta propina no caso Banco Master.

24/04/2026 às 19:20
Por: Redação

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou maioria de votos, na sexta-feira, dia 24, para manter a ordem de prisão dirigida ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A decisão foi inicialmente proferida pelo ministro André Mendonça.

 

No julgamento realizado em ambiente virtual, três ministros já votaram a favor da manutenção da medida, entre eles André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. O placar até o momento está em três votos a zero e a votação permanece aberta até as 23h59, aguardando a manifestação do ministro Gilmar Mendes.

 

A prisão de Paulo Henrique Costa ocorreu no dia 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura irregularidades relacionadas ao Banco Master, além de possível tentativa de aquisição dessa instituição financeira pelo BRB, banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

 

Conforme apontam as investigações, Paulo Henrique Costa teria acordado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de propina no valor de cento e quarenta e seis milhões e quinhentos mil reais. O repasse dessa quantia seria operacionalizado por meio de imóveis.

 

Participação de Dias Toffoli

 

O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para integrar o julgamento relacionado à manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa.

 

No mês de fevereiro deste ano, Toffoli deixou de ser o relator do inquérito que investiga as fraudes no Banco Master. A decisão ocorreu após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que o nome do ministro fora citado em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, aparelho que foi recolhido durante a primeira etapa da Operação Compliance, deflagrada no ano anterior.

 

Segundo apurado nas investigações, Dias Toffoli figura entre os sócios do resort Tayayá, localizado no estado do Paraná. Esse empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos que mantém ligação com o Banco Master e é alvo de investigação da Polícia Federal.

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