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Lula critica ações no Oriente Médio e classifica conflito como guerra da insensatez

Presidente volta a defender solução negociada para tensões entre Estados Unidos e Irã e alerta para impacto econômico nas populações.

21/04/2026 às 17:11
Por: Redação

Durante sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou a possibilidade de intensificação das hostilidades no Oriente Médio, em razão da demora em avançar uma segunda rodada de negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. Ao comentar sobre o tema diante de jornalistas, Lula denominou o confronto na região como uma “guerra da insensatez”.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

O presidente ressaltou que, a respeito do que os Estados Unidos exigem atualmente do Irã acerca do uso de urânio, já existiu uma solução diplomática em 2010. Na ocasião, foi celebrado um acordo entre Brasil, Turquia e Irã que, segundo Lula, resolveria tal questão. Porém, conforme relatado, tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia não aceitaram os termos estabelecidos à época.

 

Lula afirmou que a não aceitação do acordo resultou em consequências negativas para todos os envolvidos, destacando que se trata do custo da falta de sensatez diante do cenário internacional.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema.”


 

Além disso, o chefe do Executivo brasileiro observou que a discussão atual sobre o tema é uma repetição do debate que poderia ter sido encerrado dezesseis anos antes com a assinatura do acordo de 2010. Lula reforçou sua crítica em relação ao impacto dessas decisões para a população, mencionando que os efeitos chegam ao dia a dia das pessoas comuns e de trabalhadores de diferentes segmentos.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


 

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