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Governo federal declara emergência após chuvas intensas em Belém

Mais de 42 mil pessoas foram atingidas e rios transbordaram após volume extremo de chuva na capital paraense

22/04/2026 às 22:24
Por: Redação

O reconhecimento da situação de emergência em Belém, no Pará, foi oficializado pelo governo federal em razão das chuvas intensas que atingiram a capital no último fim de semana, provocando alagamentos considerados os mais graves da última década e afetando aproximadamente 42 mil residentes, conforme informações da administração municipal.

 

Segundo o decreto publicado nesta terça-feira, dia 21, no Diário Oficial da União, o município de Ananindeua, integrante da região metropolitana de Belém, também teve sua situação de emergência reconhecida. Com essa medida, tanto Belém quanto Ananindeua passam a ter acesso à solicitação de recursos junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) destinados a ações da defesa civil.

 

Durante o período de menos de 24 horas, foi registrado um acumulado superior a 150 milímetros de chuva, volume classificado como extremo. O transbordamento de rios resultou em inundações que atingiram diversos bairros, levando muitas famílias a perderem móveis e terem suas residências tomadas pela água.

 

Equipes locais organizaram uma força-tarefa para atuar em ações emergenciais, que incluem a distribuição de cestas básicas e kits de higiene. Paralelamente, o serviço de assistência social realiza o cadastramento das famílias atingidas para viabilizar a concessão de benefícios. Outra frente de trabalho concentra-se nas medidas preventivas para evitar novos alagamentos, com destaque para a desobstrução do Canal do Mata Fome, onde a presença de um lixão irregular dificultava o escoamento das águas pluviais.

 

Atuação federal e apoio técnico no pós-desastre

 

Além do reconhecimento da emergência, uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, órgão vinculado ao MIDR, foi encaminhada ao estado do Pará. A atuação desses profissionais envolve o auxílio direto às administrações municipais e às defesas civis locais nos trâmites necessários após a ocorrência do desastre, incluindo a elaboração de planos de trabalho.

 

“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.


 

De acordo com o secretário, a próxima etapa envolve a criação de planos específicos para a etapa de restabelecimento pós-alagamento.

 

“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.


 

Essas ações contam com o suporte de técnicos enviados para facilitar o processo de reconstrução e garantir que todas as etapas dos trabalhos sejam devidamente acompanhadas após a emergência.

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