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Milei impede jornalistas de entrarem na Casa Rosada e gera reação

Entidades e profissionais repudiam medida, que governo justifica por segurança após uso de óculos inteligentes

24/04/2026 às 21:59
Por: Redação

Jornalistas com credenciamento para cobrir as atividades do governo argentino em Buenos Aires foram barrados de acessar a Casa Rosada por determinação do presidente Javier Milei. O acesso foi vetado após o governo alegar preocupação com a segurança nacional, motivada pela veiculação, por uma emissora de televisão, de imagens gravadas com o uso de óculos inteligentes dentro das dependências da sede do Poder Executivo.

 

O episódio foi classificado pelo governo como um caso de espionagem considerada ilegal. Em resposta à divulgação das imagens, Javier Milei dirigiu insultos aos profissionais de imprensa da emissora, chamando-os de "lixo nojento". Conflitos envolvendo o presidente e integrantes da imprensa têm se repetido, tanto em entrevistas quanto em publicações feitas nas redes sociais.

 

Em decorrência da decisão do governo, os jornalistas que realizam a cobertura institucional da Casa Rosada divulgaram um posicionamento coletivo no qual rechaçam a justificativa oficial e consideram injustificada a restrição imposta.

 

"Negar o acesso aos repórteres sugere um ataque explícito à liberdade de imprensa, à prática do jornalismo e ao direito do público de acessar as informações", afirmaram os jornalistas em nota conjunta.


 

A Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa) também se manifestou, ressaltando máxima preocupação diante da proibição. A entidade destacou que a medida não encontra precedentes desde a redemocratização do país e pediu que a restrição seja reconsiderada de maneira urgente, enfatizando a importância da liberdade de imprensa para o exercício pleno do jornalismo.

 

A deputada federal Mónica Frade, integrante da oposição ao governo Milei, pontuou que nem mesmo durante a vigência da ditadura militar houve restrição ao ingresso dos jornalistas na Casa Rosada para acompanhamento das atividades do governo.

 

“O fechamento do comitê de imprensa da Casa do governo em um país democrático é o pior símbolo possível da fragilidade da democracia argentina”, declarou a parlamentar.


 

O caso segue repercutindo entre profissionais da imprensa e entidades representativas, que defendem a revisão imediata da decisão como forma de garantir o direito à informação e assegurar a transparência pública.

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