O Ministério da Saúde instituiu, nesta sexta-feira, 17, o Programa Nacional de Pesquisa Clínica, conhecido como PPClin, prevendo o aporte de 120 milhões de reais ainda neste ano para financiar projetos apresentados por hospitais federais, universidades e institutos de pesquisa científica. O valor será distribuído a partir de consulta pública, permitindo que essas instituições submetam propostas direcionadas à área clínica.
A iniciativa busca definir parâmetros claros para impulsionar a inovação no desenvolvimento de medicamentos, tratamentos e aparelhos de saúde de natureza inovadora, considerados fundamentais para a população brasileira e para a consolidação da soberania nacional no setor de saúde. O objetivo é acelerar o progresso científico e tecnológico na área e ampliar a capacidade nacional de resposta a necessidades em saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a relevância desse movimento para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para as universidades do país, enfatizando que, progressivamente, essas instituições passarão a sediar os principais estudos em medicamentos, vacinas e testes diagnósticos inovadores direcionados à população brasileira.
“A gente vai descobrindo os medicamentos mais adequados para as características da população brasileira. Faz parte do esforço de aumentar a produção local”, disse Padilha, durante a abertura da feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro, evento que reúne instituições públicas e privadas do segmento de saúde.
Ainda na capital fluminense, o ministro cumprirá agenda no Instituto Nacional de Câncer (Inca) para avançar na implementação do novo campus da instituição. Segundo Padilha, está prevista a integração de 18 prédios atualmente dispersos em uma única unidade hospitalar de grande porte, projeto que contempla investimento estimado em 2,5 bilhões de reais e é viabilizado por meio de parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O novo campus do Inca vai juntar 18 prédios que são fragmentados num grande hospital, com 2,5 bilhões de reais previstos, uma parceria com o BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social]”, afirmou Padilha.
Na terceira atividade do dia, o ministro anunciou a realização do carretaço do Programa Agora Tem Especialistas, que leva unidades móveis de atendimento a novas regiões do país. Entre as localidades contempladas está o bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, que recebeu uma carreta de saúde da mulher, voltada para a realização de exames de identificação precoce de câncer de mama e de colo do útero.