Durante sessão virtual da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, realizada nesta quarta-feira, os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram favoravelmente à manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB). A análise do caso segue em andamento até as 23h59 da próxima sexta-feira, e participam ainda do julgamento os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Nunes Marques.
No contexto da investigação, a Polícia Federal realizou, na semana passada, a quarta fase da Operação Compliance Zero. Essa operação apura irregularidades envolvendo o Banco Master e também examina a tentativa de aquisição dessa instituição financeira pelo BRB, que é um banco público sob controle do governo do Distrito Federal.
Conforme informações levantadas pelas apurações, Paulo Henrique Costa é suspeito de ter acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de um montante de 146,5 milhões de reais em propina. Segundo o inquérito policial, esse valor teria sido pago por meio da transferência de imóveis.
Após a prisão do ex-presidente do BRB, os advogados de Paulo Henrique Costa negaram que ele tenha recebido qualquer quantia indevida enquanto estava à frente da direção do banco público.
Além das investigações policiais, outros desdobramentos relacionados ao caso envolvem o acordo firmado pelo BRB para a transferência de ativos adquiridos do Banco Master e manifestações contrárias à concessão de auxílio do governo federal ao BRB, como a posição expressa por José Guimarães.
O andamento do julgamento no Supremo Tribunal Federal, a atuação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero e as discussões sobre o futuro do BRB e do Banco Master fazem parte de um cenário que segue em desenvolvimento, enquanto se aguarda a decisão final do colegiado sobre a manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa.
As liquidações envolvendo o Banco Master e a Reag também foram objetos de esclarecimento, detalhando processos e consequências para o mercado financeiro.