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STF avança para anular lei catarinense que veta cotas raciais em universidades

Maioria dos ministros do Supremo vota contra lei estadual que impedia cotas raciais em instituições de ensino superior públicas catarinenses

17/04/2026 às 01:55
Por: Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria de votos, nesta quinta-feira, 16, para invalidar a legislação do estado de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas raciais em instituições de ensino superior mantidas com recursos públicos estaduais.

 

O julgamento dessas ações, que pedem o reconhecimento da inconstitucionalidade da lei, teve início no plenário virtual da Corte na semana anterior. Até o momento, seis ministros declararam voto favorável à suspensão da norma estadual.

 

Entre os votos já registrados estão os do relator, ministro Gilmar Mendes, além de Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Edson Fachin, todos manifestando-se pela derrubada da lei aprovada em Santa Catarina.

 

O julgamento ocorre em ambiente virtual, com previsão de término para esta sexta-feira, 17. A análise é referente a ações ajuizadas pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que questionam a constitucionalidade da legislação estadual que impede a implementação de cotas raciais em instituições beneficiadas por verbas públicas.

 

Trata-se da Lei 19.722, de 2026, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e sancionada pelo governador Jorginho Melo. Conforme o texto da lei, só é permitida a reserva de vagas para candidatos com deficiência, estudantes oriundos da rede pública de ensino ou com base em critérios exclusivamente econômicos.

 

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